domingo, 19 de abril de 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A Esperança Cubana

? Em Cuba há Esperança
Hay esperanza en Cuba ?

Mais Esperança Chinesa

A Esperança Chinesa

A Esperança Brasileira


Já viu uma formiga chinesa? ¿Ya viste una hormiga china?



By China

É igual a todas as outras. Es igual.


By China

Para ler da janela de um quarto


Onde estará a lua nessa noite cheia?

Por onde andam as estrelas no céu coberto?

Uma neblina espessa embaça-me os olhos.

A imensidão me cega a vista terna e

para terra volto meu olhar flutuante.

Cai por terra em lua e estrelas, meu foco hesitante.

Cai por tua a minha dúvida, um instante.

Onde estará a lua nessa noite cheia?

E vazio se torna meu olhar.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Entregue a um garçon gentil

Rio de janeiro, maio de 2008.


Salve camarada!

Eu cá estou. Aqui do outro lado após a curva do mar.

Penso estar à beira dele e livre para velejá-lo,

navegando para qualquer lugar, que seja.

Mas embora pense, penso apenas, nada posso.


Meu coração embargado, distante acelera: quer partir mais não pode.

As fronteiras oferecem resistências ainda maiores que a geografia.

Pois bem, os mares, as longitudes, as latitudes, os abismos: nada disso me impede.

Acredito que para o ato de ir e vir basta revezar os pés entre chão e o ar.

Basta manter os passos entre o equilíbrio e o desequilíbrio do corpo inerte.

Basta esticar as pernas. Além!

------------------Basta deixar de estar em algum lugar

----------------------------------------para em seguida estar em outro.

Bastar é desejar.

Viajar é fazer a trouxa.

Eis minha questão:

Embargo, claro ou não, o que sei é que não tem sido fácil circular.


Uma garantia na alfândega, há de se ter.

Há de se pagar passagem,

há de se ter dólares pra gastar,

há de se ter lugar para ficar,

há de se falar outra língua,

há de si!


Meu corpo pedi abrigo em Cuba.

Tu terias um lugar para eu ficar?

Tua casa se abriria, janelas, a porta da rua.

Tua vista enquadraria o meu olhar e assim eu enxergaria além...

E os limites me impostos aí dariam a mim alguma vaga idéia de liberdade.


Um abraço companheiro,

Até Logo!

leia assim que pisar no chão de Havana

Para levar à Cuba.


Estou em Cuba.

Este é o meu estado de espírito.

Sofro do mal da espontaneidade

Sofro

do mal da exposição da alma,

......................do expor a cara.

Então

vou pra Cuba nessas horas.

Lá encontro no mar a calma.

.............lá reencontro o mar.

O Oceano Atlântico livre das ansiedades.

O Atlântico livre...

Estar em Cuba é estar com a alma revirada,

....................................com a alma remexida,

.............................................revolucio-nada.

É estar c’alma, livre...


uma carta para ler à beira mar

¿ Onde perdemos a ternura

Para levar à Cuba

Madrugada do dia 17 de maio de 2008. Aeroporto Galeão, Rio de Janeiro. Fila de embarque Rio de Janeiro-Havana.

Chego no aeroporto carregando envelopes amarelos escritos em vermelho: Para levar à Cuba. Endereçados, os envelopes foram oferecidos aos viajantes que embarcavam para Havana. Cada passageiro deveria seguir as instruções escritas no envelope.

Dentro dos envelopes foram enviadas cartas, poesias, fotografias, fitas K7 com gravações feitas no Rio de Janeiro.

Todo o conteúdo das cartas levava questionamentos referentes aos conceitos e vivências das palavras embargo e liberdade.